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Sicredi
18 / 05 / 2017

Slow Fashion: o consumo consciente na moda

Assim como o nosso ciclo de cooperação, esse movimento de moda impulsiona o desenvolvimento local

Você já ouviu falar no movimento slow fashion (moda lenta, em português)? Ao contrário das grandes redes de varejo, conhecidas como fast fashion (moda rápida), o conceito repensa o consumismo e coloca o holofote em empresas locais e sustentáveis. Tudo a ver com a gente. Da mesma forma como o nosso ciclo de cooperação ajuda o seu dinheiro a ser investido e apoiar o desenvolvimento da sua região, a revolução fashion apoia pequenos produtores que se preocupam em criar com mão de obra local e matéria prima consciente. A gente apresenta algumas ideias desenvolvidas aqui no Brasil para você.

Um vietnamita refugiado no Brasil percebeu que poderia usar material reciclado para produzir sandálias, chinelos, tênis e mochilas. E assim nasceu a Goóc Eco Sandal, modelo de negócio que não é apenas bom para o meio-ambiente, mas também para os consumidores. Os solados são feitos a partir da borracha de pneus, o que torna o produto mais resistente e durável. A marca ainda utiliza lonas de caminhão usadas e retalhos de tecidos.

Outra ideia que é exemplo de sustentabilidade e de moda consciente são os óculos da marca carioca Zerezes, que usa madeiras nobres descartadas pela construção civil para fazer as hastes dos óculos. Essas madeiras são garimpadas a custo zero e trabalhadas manualmente em um modelo de produção que valoriza a mão de obra local. A marca também cria outros produtos a partir de lâminas de madeiras documentadas pelo Ibama.

O minimalismo também tem tudo a ver com slow fashion. E, sabendo disso, a marca gaúcha Mole bags desenvolveu bolsas costuradas à mão por artesãos que usam sobras de couro da indústria calçadista. A técnica aproveita insumos que iriam para o lixo e que, a partir desse novo significado, ainda poderão circular por muitos anos. Outra ideia gaúcha também trilha o caminho da moda consciente e produz sapatos sem nenhuma matéria-prima de origem animal. Em um processo chamado upcycling (que dá uma nova utilidade a materiais no fim de vida útil), a Insecta Shoes garimpa roupas em brechós e transforma em sapatos veganos que garantem conforto e estilo.

E para mostrar planejamento e criatividade levam a caminhos incríveis, a marca Seeds garimpa rendas e tecidos usados e os transforma em lingeries sustentáveis. A produção segue o modelo artesanal e, entre os retalhos, usa muitos descartes da indústria têxtil e de pequenas lojas e fornecedores.

Todos esses exemplos nos fazem repensar o conceito de lixo e perceber que talvez muitos produtos usados ainda podem servir para novas coisas, não é?

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SUSTENTABILIDADE
INSPIRAÇÃO
CRIATIVIDADE
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